Ser Odebrecht Agro para mim é muito satisfatório, pois é uma Empresa que se preocupa com a integridade física do seu Integrante e tem como SSMA o seu maior foco.

Jucileide Felix da Silva

Impacto
Ambiental

Ser Odebrecht Agro para mim é muito satisfatório, pois é uma Empresa que se preocupa com a integridade física do seu Integrante e tem como SSMA o seu maior foco.

Jucileide Felix da Silva

Impacto Ambiental

Nosso processo produtivo e os produtos que geramos trazem benefícios ao meio ambiente, representando um importante papel na economia de baixo carbono. Entre os principais impactos positivos destaca-se a captura de carbono da atmosfera, ocasionada pela mudança do uso do solo, decorrente do cultivo de cana-de-açúcar em áreas anteriormente degradadas. Além disso, o uso dos nossos produtos - como a energia elétrica de fonte renovável (biomassa) e o etanol - como alternativa a combustíveis fósseis evitam a emissão de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera. Desta forma, afirmamos nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável do país.

No Acordo de Paris, documento resultante da COP-21, o Brasil estabeleceu como metas reduzir as suas emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025 e em 43% até 2030 (com base nos níveis de 2005), apoiado no incremento do uso sustentável de bioenergia e da participação de fontes renováveis na matriz energética nacional. De acordo com informações da UNICA, a biomassa de cana-de-açúcar responde por apenas 8,7% da capacidade outorgada de geração de energia elétrica no país (leia mais aqui).

A utilização do etanol e da energia elétrica que produzimos na safra 2015/2016 em substituição à gasolina e aos combustíveis fósseis de termelétricas evitou a emissão de 5,5 milhões de toneladas de CO2 equivalente (tCO2e). G4-EN27Clique e tenha mais informações sobre esse aspecto no Complemento GRI

Emissões evitadas pelo uso dos produtos da Odebrecht Agroindustrial (milhões de tCO2e)

O benefício da utilização da cana-de-açúcar como fonte de geração de bioenergia foi verificado em estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 2011. Com apoio de um abrangente banco de dados e de uma ferramenta consolidada de análises de ciclo de vida, os especialistas concluíram que as emissões de GEE para a produção de açúcar a partir da cana são estimadas em 234 gramas de CO2 equivalente para cada quilo produzido, consideravelmente inferior às emissões do açúcar produzido de beterraba. Para o consumo de etanol anidro como combustível, estima-se que sejam emitidas 21,3 gramas de CO2 equivalente para cada megajoule de energia gerado, o que corresponde a uma mitigação de GEE da ordem de 80% na comparação com o uso da gasolina convencional.

Produzido a partir de fonte renovável e que contribui para a captura e fixação de gás carbônico no solo, o etanol de cana-de-açúcar já é utilizado pela indústria química na fabricação de produtos com menores impactos ambientais. Uma solução é o polietileno verde, que usa o biocombustível como matéria-prima, em vez de fontes fósseis como petróleo ou gás natural.

O polietileno verde apresenta as mesmas propriedades técnicas, aparência e versatilidade de seu substituto tradicional, mas contribui com a redução das emissões de gases de efeito estufa e pode ser reciclado na mesma cadeia do produto originado de fontes fósseis. Além disso, como não é biodegradável, o novo produto mantém o CO2 capturado fixado ao longo de todo o ciclo de vida.

Mecanismos para recebimento de queixas

Como forma de garantir processos mais seguros, também possuímos mecanismos capazes de identificar, monitorar e reduzir potenciais impactos negativos decorrentes das nossas atividades. Anualmente, verificamos o atendimento aos requisitos ambientais legais em nossas Unidades por meio de um processo de verificação terceirizada. Na safra 2015/2016, aprimoramos esse processo, investindo em avaliações integrais sobre todos os requisitos de legislação ambiental aplicáveis, gerando planos de ação para as não conformidades identificadas e consolidando evidências dos aspectos aderentes às normas – até o período anterior, as práticas de verificação eram amostrais e dificultavam a gestão sobre os aspectos que já estavam adequados à legislação. Iniciamos, ainda, a implantação de um sistema que permitirá o monitoramento mensal de cada um dos itens avaliados nas auditorias anuais, acompanhando a execução dos planos de ação. Esse sistema foi implementado como um projeto piloto na Unidade Água Emendada e será expandido para outros dois Polos na safra 2016/2017, alcançando todas as Unidades até o fim da safra 2017/2018. G4-DMAClique e tenha mais informações sobre esse aspecto no Complemento GRI

Por meio do Linha de Ética, canal de relacionamento com todos os nossos públicos, estamos abertos ao recebimento de queixas e reclamações relativas a impactos ambientais de nossas atividades. Na safra 2015/2016, recebemos três queixas: uma delas referente a incêndio agrícola no Polo São Paulo e outras duas no Polo Taquari relacionadas à proliferação da mosca do estábulo, que pode ter na vinhaça um ambiente propício para sua proliferação. G4-EN34Clique e tenha mais informações sobre esse aspecto no Complemento GRI

 

Incêndios agrícolas (número de ocorrências/milhão de toneladas de cana colhida)*

*Considera apenas os incêndios de origem interna.

Sistema pioneiro para o monitoramento de raios e prevenção de incêndios

60%
de diminuição no tempo de reação aos focos de incêndio na área agrícola

Para minimizar os impactos da mosca do estábulo, realizamos a fertirrigação de acordo com os parâmetros das legislações ambientais, aderentes aos Planos de Aplicação de Vinhaça. Adicionalmente, temos estabelecido mecanismos de diálogo e interação com as Comunidades e com os pecuaristas da região, além de atuar em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para adotar medidas de controle (leia mais aqui). G4-EN34Clique e tenha mais informações sobre esse aspecto no Complemento GRI

Referente à queixa de incêndio, no Polo São Paulo, evidenciamos – por meio da apresentação de documentos e da comprovação das práticas adotadas – que o incêndio foi causado por ação criminosa de terceiros. G4-EN34Clique e tenha mais informações sobre esse aspecto no Complemento GRI

Nossas operações agrícolas são mecanizadas e não há a prática de queima da cana-de-açúcar para a colheita. Apesar disso, os canaviais, localizados em regiões altamente propícias a descargas atmosféricas, estão expostos ao risco de incêndios. Em nosso sistema de gestão, contamos com um ecoindicador de incêndios agrícolas por tonelada de cana-de-açúcar moída, monitorado semanalmente. Os Polos São Paulo, Araguaia e Eldorado atingiram as metas de controle estabelecidas para a safra 2015/2016, resultado da disciplina na aplicação do Requisito de Atividade Crítica (RAC) de Incêndios Agrícolas, previsto em nosso Sistema Atitude. Na mensuração global da Empresa, o índice de 1,39 ficou 16% acima da nossa meta para o período, mas foi 23% melhor na comparação com a safra anterior.

Na Unidade Rio Claro, com apoio do Núcleo de Monitoramento de Descargas Atmosféricas – FUNCATE/INPE, desenvolvemos um sistema pioneiro no setor sucroenergético para o monitoramento de raios e prevenção de incêndios em nossa operação, tanto nos canaviais quanto na indústria. Uma área com raio de até 10 quilômetros da Unidade é acompanhada 24 horas por dia e emite alertas, com antecedência de 30 minutos a 1 hora, quando há riscos na região, evitando prejuízos para as atividades agroindustriais e garantindo a segurança de nossos Integrantes.

Com essa ferramenta, em operação desde abril de 2014, o tempo de reação aos focos de incêndio na área agrícola diminuiu 60% porque, assim que os alertas são emitidos, as brigadas posicionam-se em pontos estratégicos, nos quais há maior visibilidade das áreas plantadas, e ficam prontas para agir. Além disso, com maior conhecimento dos riscos e segurança para operar, houve aumento de produtividade em torno de 34% nas áreas de carregamento e expedição de etanol, atividades antes paralisadas sempre que havia ameaça de chuvas.

Gestão de resíduos

Na operação e gestão de nosso Negócio, buscamos reduzir a geração de resíduos sólidos e garantir seu reaproveitamento ou a sua destinação correta. Dois ecoindicadores, monitorados mensalmente, estabelecem metas relacionadas a esses objetivos.

O primeiro indicador tem como objetivo diminuir o envio de resíduos para aterros e, na safra 2015/2016, nosso desempenho foi 59% melhor do que a meta estabelecida. O segundo visa à redução dos resíduos contaminados destinados para destruição térmica. Neste aspecto, nossa performance foi 18% melhor do que a meta do período e 14% melhor do que no ano-safra anterior.

Um dos fatores que permitiram esse aprimoramento foi a implementação do Requisito de Atividade Crítica (RAC) de Resíduos. Além disso, as Unidades adotam iniciativas como a instalação de coletores específicos para materiais recicláveis e para os contaminados, a capacitação das equipes para a melhor segregação dos resíduos e o desenvolvimento de alternativas para destinação e reutilização.

Todos os resíduos gerados em nossas atividades recebem a destinação correta e são enviados para empresas parceiras homologadas, por meio de visitas e monitoramento realizado ao longo do ano, de acordo com nossos padrões. O controle é realizado por intermédio dos Manifestos de Transporte de Resíduos (MTR), das notas fiscais das contratadas e dos Certificados de Destinações. Na safra 2015/2016, os resíduos de nossas operações totalizaram 6,2 mil toneladas. G4-EN23Clique e tenha mais informações sobre esse aspecto no Complemento GRI

Resíduos para aterro (toneladas)

Resíduos contaminados (toneladas de resíduos/milhão de toneladas de cana própria colhida)

Resíduos descartados (t) G4-EN23Clique e tenha mais informações sobre esse aspecto no Complemento GRI

  2015/2016
Perigosos
Reciclagem 236,7
Recuperação 186,1
Incineração 0,5
Coprocessamento 780,0
Subtotal 1.203,4
Não perigosos
Reciclagem 2.683,9
Recuperação 434,4
Incineração 25,1
Coprocessamento 1.193,2
Aterro 332,0
Compostagem 240,3
Outros 105,6
Subtotal 5.014,5
Total 6.217,9

Emissões Atmosféricas

A Odebrecht Agroindustrial elabora seu inventário de emissões de gases de efeito estufa há três anos, utilizando uma metodologia específica para o setor sucroenergético criada por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Essa ferramenta considera referências internacionais, como as ISOs 14040 e 14044 e diretrizes da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), da California Air Resources Board (CARB) e da European Renewable Energy Directive, além do mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Com o apoio desse levantamento, identificamos que o Efeito de Mitigação líquido das nossas atividades é positivo, pois nosso processo produtivo captura mais gases do que emite. Além disso, a grande contribuição está nas emissões evitadas pelo uso dos nossos produtos. Na safra 2015/2016, obtivemos uma mitigação líquida de 5,9 milhões de toneladas de CO2 equivalente (tCO2e), 51% superior ao período anterior, justificado pelo aumento na produção – a maior parte do volume corresponde às emissões evitadas pelo uso do produto (linha B da tabela abaixo).

Inventário de emissões de GEE (milhão de tCO₂e)*

  2015/2016 2014/2015
A. Emissão relativa à produção, processamento, transporte e insumos 0,9 1,3
B. Emissões evitadas com o uso do etanol como combustível e energia elétrica excedente 5,9 3,8
C. Estoque de carbono em decorrência do Land Use Change (LUC)** 1,3 1,4
Efeito de mitigação líquido (A-B-C) 5,9 3,9

*Considera os três principais gases de efeito estufa (CO2, CH4 e N2O), e são utilizados como fatores de caracterização para a conversão em tCO2e os potenciais de aquecimento global para um horizonte de 100 anos (AGWP100) definidos pelo IPCC (2013).

**As estimativas de LUC possuem alguma incerteza, em função da deficiência de dados de estoques de carbono em equilíbrio no solo. O método de cálculo utilizado considerou fatores default do Tier 1 do IPCC e foi melhorado com os dados mais recentes e regionais do Harmonized World Soil Database (HWSD).

Odebrecht Agroindustrial adere ao Programa GHG Protocol

No intuito de participar de uma plataforma global de inventário de emissões, elaboramos em 2016 nosso primeiro relatório de acordo com as diretrizes do Programa Brasileiro GHG Protocol, focado nas emissões de toda a Empresa. Nesse modelo, as emissões foram inventariadas para o ano fiscal de 2015 (em vez do ano-safra) nos escopos 1, 2 e 3. Essa metodologia considera a mudança pelo uso do solo – em nosso caso, como remoção biogênica –, mas não subtrai sua participação do resultado final nem aufere efeito de mitigação líquida. No nosso inventário, essa remoção é de aproximadamente 1,3 milhão de tCO2e no escopo 1 e de 250 mil tCO2e no escopo 3.

No escopo 1 foram relatadas 638 mil tCO2e de emissões diretas brutas e outras 5,8 milhões de tCO2e de emissões biogênicas. No escopo 2, as emissões foram de 1,7 mil tCO2e, reflexo do baixo consumo de energia elétrica da rede, necessário apenas nos períodos entressafra, e 325 mil tCO2e no escopo 3. Para esses resultados, foi desconsiderada a Unidade Alcídia (SP), que esteve em hibernação ao longo de 2015, e foram incluídas as emissões dos escritórios em São Paulo e Campinas. Consideramos nesse inventário os gases CO2, CH4 e N20, e a abordagem de consolidação adotada foi a de controle operacional.

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Biodiversidade

Nossas operações agrícolas e industriais são realizadas próximas a áreas de preservação e de proteção ambiental e, por isso, demandam a gestão dos riscos de ocorrência de impactos negativos para a biodiversidade e para o solo. Dois instrumentos importantes – o Monitoramento Ambiental da Fauna e da Flora e o Plano de Aplicação da Vinhaça (PAV) – asseguram a minimização desses riscos. Com esses mecanismos, evitamos que haja contaminação do solo e garantimos a contínua observação das condições das espécies nas áreas de entorno das nossas Unidades.

Os levantamentos de fauna e flora realizados demonstram que nossas operações não apresentam impactos significativos para a biodiversidade. As conclusões desses estudos são apresentadas anualmente aos órgãos ambientais estaduais. Em relação aos nossos Parceiros Agrícolas, adotamos o mesmo nível de excelência, avaliando criteriosamente as áreas antes e durante os contratos de fornecimento, oferecendo suporte técnico e exigindo plena conformidade com a legislação, inclusive no que se refere à manutenção de áreas de preservação e de reserva legal.

Promovemos, ainda, parcerias com entidades civis e órgãos do poder público locais para a preservação dos biomas da Mata Atlântica e do Cerrado, em que estão inseridas nossas operações. O Polo São Paulo integra o Programa Conectividade, na região do Pontal do Paranapanema, para a criação de corredores ecológicos que promovam a conservação de espécies nativas. Nesse contexto, o Polo oferece apoio técnico aos Parceiros Agrícolas para a manutenção adequada de áreas de preservação e reserva legal, atua em conjunto com a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP) no reflorestamento de assentamentos próximos às Unidades e doa mudas para as prefeituras de Teodoro Sampaio, Euclides da Cunha e Mirante do Paranapanema. No Polo Araguaia, é mantido um viveiro de mudas nativas do Cerrado, que são utilizadas para reflorestar áreas próprias e de Parceiros Agrícolas. No Polo Taquari, como parte do plano de compensação ambiental da Unidade Alto Taquari, contratamos na safra 2015/2016 uma empresa especializada para desenvolver o Plano de Manejo e fazer a demarcação do Parque Estadual Dom Osório Stoffel, em Rondonópolis (MT).

Para diminuir o risco de atropelamento de animais silvestres, existentes nas áreas de Reserva Legal, Proteção Permanente, de conservação e parques próximos às nossas Unidades, instalamos limitadores de velocidade em nossos veículos e investimos em ações de educação ambiental e na sinalização das vias. G4-EN30Clique e tenha mais informações sobre esse aspecto no Complemento GRI

O PAV, desenvolvido de acordo com a legislação ambiental, normas técnicas e normativos dos órgãos públicos ambientais, estabelece os critérios e procedimentos para a disposição da vinhaça, evitando riscos de contaminação do solo e de corpos hídricos nas atividades agrícolas. Na safra 2015/2016, a Unidade Santa Luzia registrou o rompimento de uma tubulação de vinhaça e consequente vazamento, controlado rapidamente de forma a minimizar os impactos ambientais.

Nossas Unidades também são referência na preparação da calda de defensivos agrícolas, insumo necessário para o desenvolvimento das lavouras de cana-de-açúcar. A Tecnocalda é feita em locais controlados e automatizados, o que reduz o risco de exposição dos Integrantes e os impactos para o meio ambiente. As Unidades também contam com espaços apropriados para a estocagem de embalagens cheias e vazias – estas são inutilizadas após passarem pelo processo de tríplice lavagem.

Créditos

Responsável por Sustentabilidade | Mônica Alcântara
Responsável por Comunicação Empresarial | Andressa Saurin
Consultoria GRI e Redação | Usina82
Projeto gráfico | Versal Editores
Desenvolvimento web | Agência Dinamite
Fotografia | Anderson Meneses, Eduardo Moody e Lourenço Furtado

Agradecemos a todos os Integrantes da Odebrecht Agroindustrial que participaram da elaboração desta publicação.