A Empresa capacita e valoriza seus Integrantes, dando oportunidades para seu crescimento pessoal e profissional.

Danielly Duarte Meira

Uso Eficiente dos
Recursos Naturais

A Empresa capacita e valoriza seus Integrantes, dando oportunidades para seu crescimento pessoal e profissional.

Danielly Duarte Meira

Uso Eficiente dos Recursos Naturais

O desempenho de nossas atividades agrícolas e industriais é monitorado continuamente e possuímos mecanismos para aprimorar nossa performance visando ao desenvolvimento sustentável dos nossos negócios e à utilização racional e eficiente dos recursos naturais necessários para a produção de bioenergia, etanol e açúcar. Em nossa gestão, utilizamos um conjunto de ecoindicadores, medidos e avaliados periodicamente, com o estabelecimento de metas anuais de aprimoramento.

Encerramos a safra 2015/2016 com um investimento de R$ 24,8 milhões em gestão ambiental. Desse total, 91% foi direcionado a atividades de prevenção e gestão ambiental, incluindo a remuneração das equipes de Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSMA) em cada Unidade, monitoramento e licenciamentos ambientais e investimentos em melhorias dos processos. Anualmente, definimos os montantes de investimentos e gastos ambientais, acompanhados mês a mês. G4-EN31Clique e tenha mais informações sobre esse aspecto no Complemento GRI

Um dos aspectos que monitoramos mensalmente é o consumo de materiais e buscamos, por meio da eficiência operacional, reduzir ao máximo a necessidade de insumos produtivos. Na safra 2015/2016, quando processamos 29,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, utilizamos 471 mil toneladas de materiais e 95,6 milhões de litros de diesel. G4-EN1Clique e tenha mais informações sobre esse aspecto no Complemento GRI

Total de materiais consumidos na safra 2015/2016 (t) G4-EN1Clique e tenha mais informações sobre esse aspecto no Complemento GRI

Cana-de-açúcar  
Cana própria processada 23.344.178
Cana de terceiros processada 5.948.454
Subtotal 29.292.632
Insumos agrícolas  
Corretivos 377.280
Inseticidas 266
Fungicidas 28
Herbicidas 3.013
Fertilizantes 67.488
Outros fertilizantes orgânicos 441
Subtotal 448.516
Insumos industriais
Cal 10.193
Ácido sulfúrico 9.278
Ácido clorídrico 76
Soda 2.207
Antibióticos 9
Químicos inorgânicos 320
Químicos orgânicos 812
Subtotal 22.895
Total 29.764.043

*Apenas a cana-de-açúcar é considerada como material proveniente de fontes renováveis.

O consumo de diesel é acompanhado por meio de um ecoindicador específico, que mensura a utilização do combustível no corte e no carregamento por tonelada de cana-de-açúcar colhida pela Empresa e por Terceiros. No último ano, esse índice foi de 1,96 litro de diesel por tonelada de cana, redução de 2% em relação à safra 2014/2015 decorrente da otimização no número de colhedoras em operação e do controle individualizado de rendimento desses equipamentos. Para o próximo período, nosso objetivo é fortalecer as iniciativas de manutenção e racionalização na utilização desses equipamentos.

Consumo de diesel na colheita (litros/tonelada de cana colhida)

Recursos hídricos

A captação de água em fontes superficiais e em poços subterrâneos nas Unidades é neces.sária para abastecimento das operações industriais de processamento da cana-de-açúcar e para produção de etanol e açúcar. Nossos canaviais, em contrapartida, são nutridos por meio de técnicas avançadas de fertirrigação (com reaproveitamento da água utilizada na indústria) e pela chuva, dispensando a necessidade de captar água para irrigação – com exceção do Polo Goiás.

Na safra 2015/2016, nossa captação de água foi de 36,6 milhões de metros cúbicos, 14% maior do que no período anterior, devido ao aumento de 23% no total de cana-de-açúcar moída. Desse volume, conseguimos reutilizar 16 milhões de metros cúbicos (44%) por meio dos circuitos semifechados de recirculação de água nas Unidades, do aproveitamento do vapor condensado para o resfriamento de equipamentos e da reutilização das águas residuárias – misturadas à vinhaça obtida no processamento da cana-de-açúcar e usada na fertirrigação dos canaviais. Os 56% restantes da água captada são incorporados aos nossos produtos, como o etanol, ou perdem-se com a evaporação. Com essa prática, garantimos também uma operação livre da geração de efluentes. G4-EN8Clique e tenha mais informações sobre esse aspecto no Complemento GRI G4-EN10Clique e tenha mais informações sobre esse aspecto no Complemento GRI

*Os volumes captados de águas subterrâneas foram estimados com base nas licenças de outorga, exceto no Polo São Paulo, em que há medidor de vazão nos poços de captação subterrânea.

Consumo de água na indústria (m³/ tonelada de cana processada)

Por meio de nossos ecoindicadores, monitoramos periodicamente o consumo de água na indústria por tonelada de cana processada. Na safra 2015/2016, atingimos o índice de 1,09 m./tonelada, desempenho que ficou 4% acima da meta estabelecida para o período, e representou uma redução de 4% em relação ao ano-safra anterior. O aumento na quantidade de cana-de-açúcar moída e a maior estabilidade operacional das Unidades possibilitaram essa melhora, mas estudamos desenvolver novas iniciativas para reutilização de água. Adicionalmente, planejamos atualizar os balanços hídricos dos Polos Produtivos, a fim de compreender as oportunidades para aperfeiçoar nosso desempenho.

Energia

Nossas operações são autossuficientes em energia, produzindo todo o recurso necessário para as atividades industriais durante o período da safra por meio da queima de biomassa (bagaço de cana-de-açúcar) em caldeiras de alta tecnologia. O excedente gerado em nossas Unidades, um dos produtos de nosso Negócio, é exportado para o Sistema Interligado Nacional (SIN) e remunerado por meio dos contratos de venda firmados nos leilões do mercado regulado. Nossa bioenergia também é comercializada, de acordo com nossa estratégia comercial, no mercado livre, ao qual podem aderir indústrias e outros grandes consumidores. Na safra 2015/2016, geramos mais de 3 mil GWh de energia e aproximadamente 70% desse total foi exportado. G4-EN3Clique e tenha mais informações sobre esse aspecto no Complemento GRI

Embora já sejamos exportadores de energia elétrica, desenvolvemos diversas melhorias em nossos processos e equipamentos com o objetivo de reduzir o consumo desse recurso em nossas operações. Entre essas iniciativas, destacam-se a melhor utilização do vapor gerado na queima da biomassa e a otimização das torres de refrigeração industriais. Nas áreas administrativas, realizamos campanhas permanentes de conscientização dos nossos Integrantes.

Outro aprimoramento realizado na safra 2015/2016 foi o desenvolvimento de um ecoindicador, monitorado diariamente, que avalia o consumo de energia nas operações agroindustriais por tonelada de cana-de-açúcar processada. O desempenho no período serviu de base para o estabelecimento de metas para o próximo triênio. Para a safra 2016/2017, temos como desafio a revisão do balanço energético de nossas Unidades, o que permitirá compreender as oportunidades de melhoria com maior profundidade.

Energia consumida nas operações agroindustriais (kWh/tonelada de cana moída)

Contribuição da biomassa de cana-de-açúcar

A participação da biomassa entre as fontes para geração de energia elétrica outorgadas no Brasil pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é de 8,7%, atrás da geração hídrica (66,7%) e das usinas térmicas movidas a combustíveis fósseis (17,5%). Entre 2014 e 2015, a cogeração nas indústrias do setor sucroenergético aumentou quase 4%, saindo de 19,4 TWh para 20,2 TWh – a geração em nossas Unidades cresceu 39%, atingindo 2,1 TWh, o que representa 10,4% do total.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) e a Associação da Indústria de Cogeração de Energia (COGEN), o volume de energia fornecido pelas empresas do setor foi equivalente a economizar 14% da água dos reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que concentra as principais hidrelétricas do país – devido ao fato de a cogeração estar concentrada no período com menores ocorrências de chuvas na região. Além disso, 8,6 milhões de toneladas de CO2 deixaram de ser emitidas, resultado equivalente ao plantio de 60 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos.

Nos últimos seis anos, o crescimento da oferta de energia do setor sucroenergético para o Sistema Interligado Nacional (SIN) cresceu 129,5%. Apesar disso, o ano de 2015 teve o terceiro menor volume de bioeletricidade de biomassa de cana-de-açúcar comercializada em leilões de energia nova no ambiente regulado, desde que o modelo foi adotado em 2004.

Geração de bioeletricidade sucroenergética (TWh)

Bioeletricidade sucroenergética comercializada nos leilões regulados (MW médios)

Créditos

Responsável por Sustentabilidade | Mônica Alcântara
Responsável por Comunicação Empresarial | Andressa Saurin
Consultoria GRI e Redação | Usina82
Projeto gráfico | Versal Editores
Desenvolvimento web | Agência Dinamite
Fotografia | Anderson Meneses, Eduardo Moody e Lourenço Furtado

Agradecemos a todos os Integrantes da Odebrecht Agroindustrial que participaram da elaboração desta publicação.